Terceira Guerra Mundial é possível aos olhos da Europa

Um cenário assustador
Escalada belicista
Presidente da Polônia disse que Europa está em pré-guerra
Jovens, às armas
Serviço militar
Queda do muro de Berlim mudou tudo
Macron defende que os jovens sirvam o país
Uma proposta do Reino Unido
Mais tropas, mais dinheiro para os exércitos
Se Trump vencer, talvez a Europa fique mais sozinha
Trump critica países que não investem em defesa
A Europa deve ser capaz de se proteger
Relutância da esquerda
Mudar a mentalidade
E se tudo for uma grande operação de persuasão em massa?
Um cenário assustador

A possibilidade da Europa envolver-se em outra grande guerra é assustadora para o mundo inteiro. Entretanto, o que está a acontecer na Ucrânia e no Oriente Médio faz alguns líderes garantirem que é preciso se preparar para este cenário.

Escalada belicista

Bjarke Smith-Meyer, em uma análise para a revista americana Politico, foi retumbante: “A Europa está a preparar-se para a guerra”.

Presidente da Polônia disse que Europa está em pré-guerra

A conclusão do artigo não foi à toa. De fato, o presidente da Polônia, Donald Tusk (na foto), disse em entrevista à revista alemã Die Welt que a Europa vive uma fase evidente de pré-guerra.

"Agora, qualquer cenário é possível"

Conforme relatado pela CNN, Tusk disse: "A guerra não é mais um conceito do passado. É real e começou há mais de dois anos. O mais preocupante, agora, é que, literalmente, qualquer cenário é possível. Não vimos uma situação assim desde 1945".

Jovens, às armas

O presidente polonês acrescentou ainda que os jovens devem estar conscientes da situação atual e, portanto, aceitar que poderão ter que pegar em armas.

Serviço militar

Esta mensagem está em linha com um debate aberto, em muitos países europeus, sobre se é necessário reintroduzir o serviço militar obrigatório.

Queda do muro de Berlim mudou tudo

A maioria dos países ocidentais eliminou o serviço militar obrigatório, após a queda do Muro de Berlim (a Alemanha fê-lo em 2011, a Espanha em 2002).

Macron defende que os jovens sirvam o país

Mas líderes como Macron acreditam que é necessário que os jovens sirvam o seu país por um período. Assim, a França está a preparar um Serviço Nacional Universal que teria algum conteúdo militar.

Uma proposta do Reino Unido

No Reino Unido, as autoridades também insistem em preparar os seus cidadãos para uma possível guerra. O ministro da Defesa, Grant Shapps, disse que havíamos passado de um "mundo pós-guerra para um mundo pré-guerra", segundo a BBC. Já o general britânico Patrick Shanders (foto) falou, em janeiro, em "mobilizar a nação" e reforçar soldados profissionais com uma espécie de "exército cidadão".

Mais tropas, mais dinheiro para os exércitos

Nem toda a opinião pública europeia está de acordo com um aumento nas despesas em defesa, mas é esse o cenário que a maioria dos líderes tem cogitado. E ainda mais se Donald Trump voltar a ser presidente dos Estados Unidos.

Se Trump vencer, talvez a Europa fique mais sozinha

Trump é um isolacionista que também simpatiza com Putin. Além do mais, ele acredita que os Estados Unidos não devem assumir, como tem feito até agora, um papel predominante na OTAN.

Trump critica países que não investem em defesa

O ex-presidente deixou claro, em mais de uma ocasião, que não quer gastar na defesa de outros países, já que estes, em muitos casos, recusam-se a aumentar os seus orçamentos na área. Assim, Trump, se vencer, poderia dar as costas à Europa.

A Europa deve ser capaz de se proteger

Portanto, existe toda uma elite do poder europeu que luta pelo aumento da militarização com o objetivo de que a Europa possa defender-se sem depender da OTAN ou dos Estados Unidos.

 

Relutância da esquerda

Contudo, a esquerda europeia tem uma longa tradição pacifista e é profundamente contra qualquer iniciativa que implique o aumento dos gastos em armas e tropas.

Mudar a mentalidade

Em um artigo para o The Guardian, o analista Cass Mudde disse: “Cabe à centro-esquerda desenvolver e defender um plano para um exército europeu que encontre uma posição democrática entre o pacifismo e o militarismo”.

Imagem: Egor Myznik/Unsplash

E se tudo for uma grande operação de persuasão em massa?

Por outro lado, há quem acredite que nos discursos políticos e mediáticos que alertam para a possibilidade real de uma grande guerra na Europa há muito alarmismo e interesse em arrastar a opinião pública para posições reacionárias.

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