Os peculiares animais que habitam o Titanic hoje

Aconteceu em 1912
Um túmulo 4 km sob o mar
A descoberta, 73 anos depois
O navio no fundo do mar
A vida sem a luz do sol
Um ecossistema próprio
Mais de um século no fundo do Atlântico Norte
Quem mora no Titanic?
Corais
Em constante crescimento
As novas espécies da proa
Colônias de animais por todo o navio
A vida abundante no navio
Vermes poliquetas
O fundo do mar
Animais intimidadores
Uma paisagem assustadora
Aconteceu em 1912

Em 15 de abril de 1912, o famoso transatlântico RMS Titanic colidiu com um iceberg, causando uma das maiores catástrofes marítimas da história.

Um túmulo 4 km sob o mar

Na ocasião, quase 1.500 pessoas morreram, e os restos do transatlântico afundaram a cerca de 3.800 metros de profundidade. Mais de um século depois, o navio continua a ser motivo de estudo e admiração.

A descoberta, 73 anos depois

Somente em 1985, Robert Ballard, na foto, descobriu que os dois fragmentos em que o Titanic se partiu repousavam a tal profundidade, nas complicadas águas do Atlântico Norte.

O navio no fundo do mar

O oceanógrafo esperava encontrar os restos de um navio enferrujado e erodido, quase fantasmagórico, mas encontrou um fascinante ambiente subaquático, que abrigava uma grande variedade de vida marinha.

A vida sem a luz do sol

A quase 4 quilômetros de profundidade, não há luz do sol e os nutrientes são escassos. Mas o próprio Titanic arrastou inúmeras matérias orgânicas para o fundo do mar, como pessoas, animais, madeira e bactérias, favorecendo a proliferação de seu próprio ecossistema.

Um ecossistema próprio

Desde então, foram feitas várias expedições ao navio. Algumas delas tiveram consequências desastrosas, enquanto outras forneceram informação importantes sobre como está o Titanic hoje.

Mais de um século no fundo do Atlântico Norte

Quando os primeiros submarinos conseguiram chegar aos restos do Titanic, ele já estava submerso há 73 anos, tempo suficiente para que a vida marinha o tivesse transformado completamente.

Quem mora no Titanic?

Não são todos os animais que podem sobreviver às profundezas geladas do Atlântico Norte. A revista Super Interessante fez um artigo sobre isso, com uma lista incrível de animais exóticos que vivem por ali.

Corais

Entre os novos habitantes do Titanic, os mais fáceis de encontrar são os sésseis. Na foto, podemos ver a gorgônia da espécie Chrysogorgia agassizi, um coral com capacidade de viver em grandes profundidades.

Em constante crescimento

Georgyj M. Vinogradov, pesquisador da fauna de águas profundas, do Instituto Shirov de Oceanologia da Rússia, quis fazer um estudo sobre um desses corais, o qual acompanhou por quase uma década.

As novas espécies da proa

O pesquisador escolheu um espécime localizado no corrimão da proa do Titanic, local de onde Leonardo DiCaprio se autoproclamou rei do mundo. Em 1991, ele observou que o animal media 4 centímetros. Já em 1999, passou a 12 centímetros, motivando-o a publicar um artigo científico, no ano seguinte.

Colônias de animais por todo o navio

Crinóides e ascídias (na foto) são outros dois espécimes de sésseis que abundam nos destroços do Titanic. Os primeiros, conhecidos como lírios-do-mar, dominam a dianteira do navio a estibordo. De fato, esses corais crescem fortes quando podem fixar-se, por isso, há uma verdadeira colônia deles, que se estende até a casa das máquinas.

A vida abundante no navio

Os sésseis são habitantes permanentes, que fizeram do Titanic seu próprio lar, mas há outros animais marinhos que vão e vêm, como os vermes, que chegam ao transatlântico por correntes de águas.

Vermes poliquetas

Enquanto os vermes poliquetas (foto) fazem tocas nos destroços, os caranguejos e as aranhas marinhas são mais propensos a vagar pelos conveses, e os ctenóforos, pelas salas internas do Titanic.

O fundo do mar

A 4 km de profundidade, não há primeira ou quinta classe, nem área VIP, há apenas um ambiente escuro e silencioso, onde sobreviver é a ordem do dia.

Animais intimidadores

Segundo observou a Super Interessante, foram vistos também grandes polvos, peixes de profundidade, peixes pelicanos (capaz de comer peixes maiores que ele) e peixes bioluminescentes, algo comum em tais profundidades.

Uma paisagem assustadora

A paisagem onde se encontra o Titanic, no fundo do mar, não é nada tranquilizadora. Os destroços podem ser vistos apenas com lanternas, em um ambiente assustador e hostil. Nada parecido à imagem que temos do transatlântico, aportado na costa terrestre.

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